segunda-feira, 2 de junho de 2014

Circuitos Eléctricos


Um circuito eléctrico é sempre constituído por fontes de energia e por receptores de energia. Um exemplo de circuito eléctrico é o representado na figura seguinte, onde se encontram instalados uma pilha, um interruptor e uma lâmpada.



Neste caso:
a pilha é a fonte de energia;
a lâmpada é o receptor de energia;
o interruptor não é considerado fonte nem receptor de energia, já que a sua função é apenas a de permitir ou interromper a passagem de corrente num circuito eléctrico.
Quando a fonte se encontra correctamente ligada ao(s) receptores, diz-se que o circuito está fechado, caso contrário diz-se que está aberto.

 

Utilização da Eletricidade


  • NÃO deves ligar muitos aparelhos elétricos à mesma tomada.
  • NÃO deves desligar as fichas das tomadas puxando pelos fios.
  • NÃO deves utilizar um aparelho elétrico com o fio de ligação em mau estado.
  • NÃO deves tocar com os dedos ou objetos metálicos nas tomadas elétricas.
  • NÃO deves substituir uma lâmpada fundida ou reparar qualquer aparelho elétrico ligado à corrente.
  • NÃO deves tocar nos interruptores nem ligar aparelhos elétricos com as mãos molhadas.
  • NÃO deves deitar água em ferros de engomar, chaleiras ou cafeteiras elétricas quando ligados à corrente.
  • NÃO deves usar qualquer aparelho elétrico sem antes ler cuidadosamente as instruções de funcionamento.
  • NÃO deves em caso algum subir a um poste elétrico.

domingo, 30 de março de 2014

Movimentos e forças

Atrito 

As forças de atrito são forças de contacto que se opõem ao movimento relativo dos
corpos ou superfícies.
Resultam da interacção entre os corpos, ou entre o corpo e a superfície ou meio no qual
o corpo se desloca.

A intensidade destas forças depende da massa do corpo, da natureza e rugosidade das
superfícies em contacto, mas não depende da área de contacto do corpo com a
superfície.

As forças de atrito existem sempre, quer o corpo se desloque em superfícies sólidas, em
líquidos, como a água, ou em gases como o ar.

Em muitas situações é importante minimizar o atrito para facilitar o movimento.
Noutras, o atrito é indispensável para que haja movimento e para o tornar seguro.

Exemplo 

Porque é que os ciclistas se inclinam durante as corridas?
A resistência que o ar oferece ao movimento dos corpos é uma força de atrito; para isso
os ciclistas posicionam-se de tal modo que as forças de atrito sejam reduzidas.

 

Porque é que se lubrifica a corrente da bicicleta?
Ao colocar óleo na corrente vai fazer com que o atrito diminua, as mudanças “entrem”
melhor e haja menos desgaste da corrente.

Movimentos e forças

As Leis de Newton para o Movimento

1ª Lei de Newton ou Lei da inércia 
Qualquer corpo permanece no estado de repouso ou de movimento rectilíneo uniforme
se a resultante das forças que actuam sobre esse corpo for nula.

 
A massa de um corpo é uma medida da inércia desse corpo.
Quanto maior for a massa do corpo, maior vai ser a sua inércia, mais difícil se torna
alterar a sua velocidade.


Um corpo sujeito a um sistema de forças cuja resultante não é nula tem movimento
com velocidade variável, ou seja, tem aceleração. 

2ª Lei de Newton ou Lei fundamental da dinâmica
A força resultante do conjunto das forças que actuam num corpo é directamente
proporcional à massa do corpo e à aceleração adquirida por este. A aceleração tem a

mesma direcção e o sentido da resultante de forças.

A aceleração que o corpo adquire, depende de duas variáveis:

- da resultante das forças aplicadas no corpo
- da massa do corpo.

- Para a mesma intensidade de força resultante, quanto maior for a massa do corpo,
menor será o valor da aceleração por ele adquirida.

- Para uma mesma massa, quanto maior for a intensidade da força resultante aplicada
no corpo, maior será o valor da aceleração por ele adquirida.

O peso e a massa de um corpo relacionam-se, de acordo com a 2ª lei de Newton


3ª Lei de Newton ou Lei da Acção Reacção

À acção de um corpo sobre outro corresponde sempre uma reacção igual e oposta que o segundo corpo exerce sobre o primeiro.






Movimentos e forças

Efeitos das forças

As forças detectam-se através dos efeitos que produzem nos corpos:
- Alteração do estado de repouso ou de movimento de um corpo
- Alteração do movimento do corpo (valor da velocidade, direcção e sentido)
- Alteração da forma de um corpo

As forças podem ser de contacto (forças musculares) ou actuar à distância (forças
gravíticas, magnéticas, eléctricas).

Caracterização e representação de forças

A força é uma grandeza vectorial, por isso, representa-se por vectores. Um vector é um
segmento de recta orientado.

A unidade SI de força é o newton (N).
Determina-se usando dinamómetros.

Os elementos que caracterizam uma força são:
- Ponto de aplicação
- Direcção
- Sentido
- Intensidade

Força resultante 

A força resultante de um conjunto de forças que actuam num corpo é a força única
equivalente a todas as forças desse conjunto. O vector que representa a força
resultante é a soma dos vectores que representam as várias forças.

Para determinar a força resultante é necessário ter em conta que os vectoresque
representam essas forças podem apresentar:
- a mesma direcção e o mesmo sentido
- a mesma direcção e sentidos opostos
- direcções diferentes.

A intensidade da força resultante calcula-se de modos diferentes.

- Quando as forças têm a mesma direcção e o mesmo sentido:
a intensidade da força resultante é igual à soma das intensidades das forças.



- Quando as forças têm a mesma direcção e sentidos opostos: 
a intensidade da força resultante é igual à diferença das intensidades das forças.



 - Quando as forças têm a direcções perpendiculares entre si:
a intensidade da força resultante calcula-se aplicando o teorema de Pitágoras.


- Quando as forças têm a direcções diferentes: 
a intensidade da força resultante pode calcular-se usando a regra do paralelogramo. 


Distância de Segurança


Distância de Segurança 
A distância de segurança corresponde à distância que o automobilista deve
manter entre ele e um possível obstáculo de forma a que, se tiver que travar e
parar bruscamente, não haja colisão.

De que depende esta distância? 

Desde que o condutor se apercebe do perigo até que reage, colocando o pé no 
travão, decorre um certo intervalo de tempo - o tempo de reacção. Durante 
esse tempo, o veículo ainda continua a deslocar-se com a velocidade que trazia, 
percorrendo uma certa distância - a distância de reacção. 
O condutor então trava e a velocidade do veículo vai diminuindo até zero 
(parou). Durante o tempo em que decorre a travagem – tempo de travagem – o 
veículo desloca-se uma certa distância – a distância de travagem. 
A distância total percorrida pelo veículo desde que o condutor se apercebeu do 
obstáculo até parar, corresponde à distância de segurança. 


Tempo de Reacção 
Intervalo de tempo desde que o condutor se apercebe do obstáculo até reagir,
colocando o pé no travão.


Tempo de Travagem 
Intervalo de tempo desde que o condutor coloca o pé no travão até parar o
veículo completamente.


Distância de Reacção 
Distância percorrida pelo veículo durante o tempo de reacção, ou seja, desde
que o condutor se apercebe do obstáculo até reagir, colocando o pé no travão.


Distância de Travagem 
Distância percorrida durante o tempo de travagem, ou seja, desde que o
condutor coloca o pé no travão até parar o veículo completamente.

Distância de Segurança 
Distância percorrida desde que o condutor se apercebe do obstáculo até parar o
veículo completamente.

 Distância de Segurança = Distância de reacção + distância de travagem 

Nota: A distância de segurança não depende só do tempo de reacção do condutor 
mas também da velocidade a que o veículo se desloca. Para igual tempo de 
reacção, a distância de segurança é tanto maior quanto maior a velocidade a 
que o veículo se deslocava quando o condutor se apercebeu do obstáculo. 

Como calcular a distância de segurança 
A distância de segurança pode determinar-se a partir de um gráfico v = f (t). 
Assim, podem calcular-se a distância de reacção (dr), a distância de travagem 
(dt) e a distância de segurança (ds) através das expressões: 
dr= vi x tr                   dt = (vi x tt)/2              ds = dr + dt

Energia associada ao movimento 
Qualquer corpo em movimento possui energia cinética. A energia cinética de 
um corpo depende da massa do corpo e da velocidade a que ele se desloca. 
Pode ser calculada pela expressão: 

Ec = ½ x m x v2
 A energia cinética é directamente proporcional à massa do corpo e ao quadrado 
da sua velocidade. 
Quanto maior a massa, maior a energia cinética. 
Quanto maior a velocidade, maior a energia cinética. 



Movimentos e forças

Aceleração e aceleração média 

A maioria dos movimentos sofre constantes alterações de velocidade (Ex:
arranque e travagem). Estas alterações são calculadas pela aceleração. 

Aceleração média (am) 
É a variação de velocidade de um móvel por unidade de tempo. É uma grandeza
vectorial.

Aceleração média = variação de velocidade/ intervalo de tempo 

am = Δv / Δt 

Δv = vf– vi = variação de velocidade (m/s) 
Δt = tf– ti = intervalo de tempo gasto (s) 

A unidade S.I. para o valor de aceleração média é o metro/segundo (m/s2). 

Movimento variado 
 
Movimento variado 
Quando o movimento do móvel ocorre com variações de velocidade ao longo 
do tempo, ou seja, a velocidade não é constante. 
 
Os movimentos variados podem ser rectilíneos ou curvilíneos, consoante a sua 
trajectória descreva uma linha recta ou uma curva.